Mulheres só ocupam 15,7% dos cargos de direção
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Análise da Randstad Research, plataforma da empresa de recursos humanos Randstad, revela que os homens continuam a receber mais do que as mulheres. O diferencial de rendimento médio mensal líquido atinge os 17,3%, com o fosso salarial a atingir os 48,5% no desporto e nos espetáculos

Portugal é o terceiro país europeu com maior percentagem de mulheres com emprego qualificado. Com 59,1%, está apenas atrás da Estónia e Letónia. No entanto, dessas, só 15,7% é que chegam a cargos de direção, avança uma investigação da Randstad Research, plataforma de estudos da empresa de recursos humanos Randstad. A análise confirma que o mercado laboral português continua a discriminar as trabalhadoras do sexo feminino.
"O diferencial de rendimento médio mensal líquido em Portugal situa-se nos 17,3%, com o fosso salarial a atingir os 29,6% em áreas como a saúde, sendo que atinge o valor de 48,5% no setor do desporto e dos espetáculos", refere o estudo da Randstad Research, que avança que "a proporção de mulheres a tempo parcial com crianças a cargo, que atinge os 8,5%, é mais do dobro da percentagem registada nos homens, que não vai além dos 3,2%".
"Ainda há um longo caminho a percorrer. Apesar de se termos prosperado no índice global de igualdade de género e de termos uma fatia tão grande de talento altamente qualificado, a falha na progressão para lugares de topo, aliada à disparidade salarial e ao impacto dos cuidados familiares, deixa-nos o alerta de que a paridade real no mercado de trabalho ainda não se alcançou", alerta Isabel Roseiro, diretora de marketing da Randstad Portugal.




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