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Poinsétias. Truques para (bem) cuidar delas

Também conhecida como estrela-do-natal, esta popular planta vermelha é usada para decorar casas, lojas, espaços de restauração e até centros comerciais por altura desta quadra festiva. Muitas sobrevivem para além desta época mas, para isso, é preciso saber onde as colocar e até como as regar.



É um dos símbolos da quadra natalícia. Da família das Euphorbiaceae, composto por mais de 4.000 exemplares, esta planta é, botanicamente, conhecida como Euphorbia pulcherrima. Para os astecas, era a flor que nasce do chão. Este povo mesoamericano que fixou residência no centro do México entre 1300 e 1521 usava-a para fabricar corante para tecidos e serviam-se da sua seiva medicinalmente para curar febres. Apesar de na maioria dos países estar associada ao Natal, os espanhóis chamam-lhe flor-de-páscoa.


Em Portugal, as designações mais comuns são, além de ponsétia e estrela-do-natal, cardeal, manhã-de-páscoa e flor-do-natal. Em várias regiões do globo, são muitos os que as utilizam para decorar a casa nesta quadra do ano. Infelizmente, muitas não resistem ao passar das celebrações natalícias mas, com os cuidados adequados, há exemplares desta variedade botânica que resistem até quase ao fim da primavera. Um deles prende-se com a localização. Esta planta necessita de uma elevada exposição solar nos meses frios.


Idealmente, deve apanhar entre seis a oito horas diárias de luz natural. Deve também estar simultaneamente protegida de eventuais correntes de ar. Além de crescer num espaço luminoso e tendencialmente seco que não deve estar excessivamente quente, a estrela-do-natal deve ser cultivada num num solo arenoso, bem drenado e leve, que deve ser regado sempre que a terra estiver seca. Esta planta vermelha necessita de ser fertilizada com um bom adubo, de preferência orgânico. No início do verão, deve ser transplantada.


Outros cuidados essenciais


Ao plantar ou transplantar uma poinsétia, também são vários os procedimentos a adotar. Comece por enterrar a planta num buraco com duas vezes o diâmetro da sua raiz num vaso ou num canteiro. Coloque, de seguida, a planta no interior do orifício, cubra-a com terra e regue-a cuidadosamente de seguida. Se a regar em excesso, as raízes podem apodrecer, pelo que não exagere. De duas em duas semanas, fertilize a terra com adubo e regue, exclusivamente na base da planta, idealmente quando o sol se estiver a pôr.


Pare apenas de a fertilizar no outono e, quando o tempo se tornar mais frio, deixe-a invernar. Procure protegê-la sempre de temperaturas abaixo dos 7º C. Se a poinsétia, que deve o seu nome a um apaixonado por botânica Joel Roberts Poinsett, o primeiro embaixador dos Estados Unidos da América no México, estiver num vaso, traga-a par o interior da sua casa nos meses de maior frio. Nos dias de maior luminosidade, cubra-a depois das horas de escuridão. Deve fazê-lo entre as 17h00 e as 08h00.


Quando as folhas começarem a ficar amareladas e as exuberantes brácteas vermelhas a apresentarem-se escuras, corte os ramos da planta, deixando apenas três gemas em cada um e reduza a rega. Se a planta estiver dentro de casa, diminua a temperatura para que possa iniciar o período de repouso. Na primavera, transplante a poinsétia para um vaso maior e faça uma poda de formação definitiva. Sempre que a flor começar a ficar com partes amareladas, pode a ponta dos galhos. Este gesto estimula o crescimento.

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