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Hotéis em Portugal estão 21% mais caros

A edição de 2022 do relatório de hotelaria anual da plataforma digital SiteMinder confirma a subida generalizada de preços e a normalização da procura após a estabilização da pandemia. Nos dias que correm, muitos portugueses já não deixam as reservas para as vésperas das estadias.



Os hotéis em Portugal subiram 21% em 2022, quase o triplo da variação média anual de 7,8% que o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou entre o início de janeiro e o final de dezembro do ano passado. A edição de 2022 do "Top Hotel Booking Trends", o relatório de hotelaria anual da plataforma digital SiteMinder, confirma a subida generalizada de preços em território nacional e atesta a normalização da procura após a estabilização da pandemia na maioria dos países. Muitos portugueses também estão mais precavidos.


"Os viajantes reservam com mais antecedência e cancelam menos", informa a empresa em comunicado. "As reservas realizaram-se, em média, com 36 dias de antecedência em 2022, face aos 21 dias do ano anterior e aos 46 dias de 2019", refere o documento. "Este maior prazo de tempo entre reserva e check-in é, em grande medida, a resposta ao aumento da confiança dos consumidores após a pandemia. A taxa de cancelamentos foi igualmente reduzida, passando de 43% em 2020 para 21% das reservas em 2022", esclarece ainda.


"A atividade registada pelos alojamentos portugueses foi constante em 2022, graças à normalização das viagens e à recuperação do turismo a nível internacional. O impulso das reservas superou os níveis de 2019 durante a maior parte do ano, mesmo com a subida dos preços e a alta inflação. Em 2022, o preço médio por quarto em Portugal foi de 165 €, uma subida de 21% em relação ao ano anterior e de 19% face a 2019. Por sua vez, a duração média das estadias passou de 2,11 dias para 2,27 dias em 2022", avança o SiteMinder.


Agosto foi o mês com as estadias mais prolongadas, com os turistas a permanecerem por cá 2,55 dias em média. Janeiro foi, em contrapartida, o oposto, não ultrapassando os 2,01. No momento de reservar alojamento, a maioria dos portugueses, à semelhança do que sucede na maior parte dos países, elege a plataforma digital Booking.com. Em segundo lugar, figuram os sites das unidades hoteleiras. Em 2022, o número de reservas diretas ultrapassou os valores de 2019. Em 2023, as estimativas apontam para um crescimento ainda maior.

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